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Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, Drauzio Varella.

Nota:8/10 Nesse livro, Drauzio Varella reúne informações de diversos artigos de sua autoria publicados no jornal Folha de São Paulo e na revista Carta Capital, narrando a evolução biológica que proporcionou a excêntrica espécie humana se desenvolver e sobreviver no planeta terra, os problemas que atrapalham a plena saúde humana e, também, os avanços da pesquisa científica no meio clínico. Em um compilado mais expositivo do que analítico de pesquisas, sobretudo, clínicas, Drauzio aproxima a ciência e a medicina do leitor, o qual pode tanto ser um profissional da saúde ou um acadêmico da área quanto um leigo no assunto.Com respeito, Drauzio desmente e explica saberes sociais que se tornaram, desde a idade da sua bisavó, verdades absolutas.  É uma leitura incrível, mesmo que publicada em 2006 e lido em 2021. Os caminhos que o autor descreve com uma boa curadoria ainda são atuais como princípio de estudo, eu descrevo como uma boa iniciação médica.
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Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis | Resenha

Inicio essa resenha questionando minha capacidade de fazê-la, mas não me obstruindo, previamente, a publicá-la. Isso porque, uma das virtudes da minha nova “edição humana”, como teoriza Machado de Assis com as memórias de seu personagem Brás Cubas, valoriza os processos e, por mais que não consiga ficar sem atualizações intermediárias, encontra-se em sua terceira edição. Antes de fazer essa leitura, estudei sobre o autor e sobre as perspectivas da crítica literária, haja vista que essa é uma obra marcada por uma estética a qual faço pouco domínio técnico, e que é muito representativa para o escritor reconhecido positivamente pela crítica internacional. Volto-me, para estudar as obras machadianas, a “Memórias póstumas de Brás Cubas”, primeira obra do que, academicamente, reconhece-se como segunda fase de escrita do autor. Dessa forma, debrucei-me sobre ensinamentos relativos à vida humana e à língua portuguesa, que diga-se de passagem é bem explorada na obra.  Tomada de tamanha autentic

O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe | Resenha

Essa é a primeira leitura que faço de um texto do Valter Hugo Mãe, famoso autor português nascido em moçambique - risos -. Ouço muito sobre ele, mas não tinha lido nenhuma de suas obras até encontrar em uma visita seguida de uma curiosa investigação na estante de livros da minha tia,  esse exemplar da foto acima - edição da Cosacnaify, estampada com a obra “Aldeia”, de Marina Rheingantz  -. Pedi que ela  me emprestasse e ela exclamou que era um livro bom. Logo após a virada do ano debrucei-me nessa leitura . A obra é marcada pelo que eu acredito ser o estilo de Valter Hugo Mãe, a sensibilidade para depositar, por meio da escolha de palavras, um profundo sentimento humano. Tudo é dito de forma pouco convencional, o que causa reflexão do início ao fim do texto. O autor cata palavras e as agrupa para transmitir sentimentos profundos, gerando reflexão a cada frase.  “O filho de mil homens” é um retrato do que eu chamaria de problemas criados pela espécie humana após o desenvolvimento da so

O amanhã não está à venda, Ailton Krenak | Resenha

O ensaio apresenta as perspectivas críticas de um indígena sobre o atual cenário político e social em que vivemos. Ailton Krenak, também autor de “O lugar onde a terra descansa” e de “Ideias para adiar o fim do mundo”, escreveu e publicou esse texto durante a pandemia (covid-19), apresentando algumas de suas reflexões e análises. Nas linhas, o autor dispõe as perspectivas que colocou seu povo em isolamento do mundo, o qual não podia “parar”, até a assustadora chegada do corona vírus entre 2019 e 2020. Carregando a tese de que a pandemia que enfrentamos, na verdade, não passa de uma crise do sistema em que vivemos, ou melhor: “diante da iminência da Terra não suportar nossas demandas” vivemos um enorme problema paralelamente às outras espécies, as quais, contrário ao que sempre aconteceu, não são prejudicadas pelo mesmo mal, o texto se destaca por sua perspectiva social, assim como outros trabalhos do autor. Nas entrelinhas, o autor questiona o termo humanidade, que não unifica nem desc

Harry Potter e a pedra filosofal, J.K. Rowling | Resenha

nota: 8,5/10 J.K. Rowling foi uma das autoras que eu mais ouvi falar na minha infância e adolescência. Eu nasci exatamente no "bum" da era da saga Harry Potter, a qual mudou a vida da escritora britânica que se já foi amada, os internautas desconhecem.  No início da minha adolescência, por volta de 2014, eu cheguei a ver todos os filmes da saga e li alguns livros, porém, não por completo. Eu lia partes de livros que eu via do Harry Potter e isso foi muito ruim, porque depois de ver os filmes perdi um pouco o interesse pelos livros e daí foi um caminho sem volta. No ano de 2020 me interessei por ler e tentei começar por aqui mas já adianto que não vou continuar. O livro é muito bom, bem parecido com o filme, para ser sincero. Obviamente, não se coloca todos os detalhes da narrativa bem feita de Rowling em minutos de filme, porém, o enredo não apresenta grandes divergências ou perdas que comprometam a qualidade da estória. Daí, eu realmente lia e ficava preso às minhas lembranç

A peste, Albert Camus - Resenha

Nota 7.5/10 A peste de Albert Camus, mencionada como profética pelo escritor Ailton Krenak em seu ensaio sobre a pandemia “O futuro não está à venda”, 2020, é uma obra necessária para a construção do senso crítico na sociedade contemporânea, a qual, equivocadamente permite atividades como a economia tornem-se discutíveis a maior importância comparada à vida da espécie humana.    “O mal que existe no mundo provém quase sempre da ignorância e a boa vontade, se não for esclarecedora, pode causar tantos danos quanto a maldade...sendo o vício mais desesperado o da ignorância que julga saber tudo e se autoriza, então, a matar”. Durante a leitura, pensei diversas vezes sobre o conceito e a prática da justiça. Qual seria o ideal? Privar muitos para que a felicidade seja de todos, ou permitir a felicidade individual com liberdade para que cada um faça o que achar necessário? Isso, obviamente, fora do contexto constitucional contemporaneamente instituído e aplicado, assim como aos conceitos rela

O novo velho clássico infinito | Poema

O novo velho clássico infinito O óbvio é tão absurdo que dói. Dói em ser visto, escutado, tocado. É igual e inconscientemente imaginam. Faltam forças para denunciar. Desconforta o espinho rasgando a pele, Mesmo que rapidamente, Agonia. Mas não torna cotidiano. É inacreditável. Tamanha falta de... “ Não sei definir, mas quando ver, sei identificar”. O padrão do clássico hierárquico domina, A ordem reprodutivamente passada. Segue o compasso da melodia do sei lá quem criou. O resto é só a ilusão de viver o novo velho clássico, Repetidas vezes, Infinitamente. No vai e vem. - Victor Wallace. Este poema e imagem são autorais, cópias ou publicações sem referência são consideradas ilegais. Publicação: 02/07/2020